domingo, 30 de agosto de 2009

Roedores

ROEDORES SINANTRÓPICOS

O homem cria nas suas habitações e anexos peri-domiciliares condições para a instalação dos roedores chamados sinantrópicos. Os alimentos e água armazenados e os refugos completam as condições para a proliferação de grandes quantidades desses animais, dividindo literalmente o espaço físico construído pelo homem. Os roedores que habitam o meio urbano são animais de hábitos noturno, semi-aquático e extremamente cautelosos. São três as espécies de roedores sinantrópicos mais importantes:

RATOS DE ESGOTO (Rattus norvegicus)

Apresentam hábitos semi-aquáticos, sendo excelentes nadadores. Habitam comumente os esgotos, os beirais dos córregos, valas, rede pluvial e ainda próximo a rios. São animais que pesam em média 300g, apresentam o comprimento da cauda inferior ao comprimento da cabeça mais o corpo, membranas interdigitais, orelhas relativamente pequenas e focinho achatado. Quando jovens, podem ser confundidos com ratos de telhado.

RATOS DE TELHADO (Rattus rattus)

Estes animais habitam normalmente a parte alta dos prédios, ou mesmo das plantas. Fazem seus ninhos quase sempre acima do solo, em arbustos, sótão de casas, nas sacarias ou frestas de muro, onde podemos notar a presença de fiapos de panos, pelos, gravetos, restos de alimentos e fezes afiladas. Apresentam grande habilidade no deslocamento sobre paredes, vigas, cabos telefônicos ou até fios elétricos. Seus pés não apresentam mebranas interdigitais, porém possuem planta larga e com calos estriados. A pelagem é delicada, apresentando assim o dorso preto ou cinza chumbo. Seu corpo mais cabeça mede em torno de 16 a 21 cm, sendo que só a cauda mede 19 a 25 cm. Estes animais costumam pesar de 80 a 280 g.

CAMUNDONGOS (Mus musculus)

Habitam despensas, móveis pouco usados, estantes de livros, gaveteiros, etc. São essencialmente caseiros, procuram viver a menos de 10 metros da fonte de alimento. São muito pequenos, pesam entre 15 e 25g e não apresentam dificuldade de identificação, quando comparados às outras espécies.

Pulgas

As pulgas representam um constante problema para a vida do homem e de alguns animais domésticos como cães e gatos. São insetos pequenos, sem asas, de cor escura e lateralmente achatados. As patas são longas, adaptadas para o salto. Apresentam o aparelho bucal com capacidade de perfurar e chupar. Cada segmento do corpo apresenta uma ou mais fileiras de espinhos, direcionados para trás, com a finalidade de auxiliar nos movimentos sobre o corpo dos hospedeiros. Alimentam-se do sangue dos animais parasitados por elas.
São vetores de doenças como tifo e a peste bubônica, passam doenças de um animal para outro. Normalmente as pulgas de cachorros e gatos são as mais comuns como pragas domiciliares. As pulgas ficam a maior parte do tempo fora do corpo de seus hospedeiros, invadindo-os somente para se alimentarem. A pulga apresenta ciclo de vida completo (ovo, larva, pulpa e adulto). A duração do ciclo pode ocorrer em duas semanas, mas dependendo da temperatura, umidade e alimentação, pode prolongar-se por até 8 meses.
Cupins de Solo (Coptotermes havilandi

Os cupins são insetos sociais que vivem tanto em castas reprodutoras, como não reprodutoras; estas últimas compreendendo as operárias e os soldados. Pertencem à ordem isoptera, cujo nome deriva do fato das formas aladas possuirem dois pares de asas membranosas sub-iguais (iso=igual; ptera=asas). Todas as espécies de cupins vivem em colônias mais ou menos populosas. São insetos mastigadores e se desenvolvem por paurometabolia. Os ovos são colocados soltos e as ninfas recém-eclodidas são muito semelhante neste primeiro instar. A partir do segundo instar elas se diferenciam em dois tipos: ninfas de cabeças pequenas, que darão origem aos indivíduos da casta reprodutora, e ninfas de cabeça grande, que darão origem aos indivíduos estéreis das castas de operárias e soldados.

Os cupins alimentam-se de uma variedade de produtos de origem vegetal, como papel e madeira, e de origem animal, como couro e lã.

São mais ou menos 84 gêneros, que agrupam aproximadamente 514 espécies. Destas, de 12 a 15 apresentam importância econômica, sendo que 2 delas se destacam mais em nosso país como pragas urbanas: Criptotermes brevis (cupim de madeira seca) e Coptotermes havilandi (cupim de solo).

CARACTERÍSTICAS:

  • Constroem ninhos dos tipos:
    • Epígeos (afloram no solo)
    • Arbóreos
    • Subterrâneos
  • Colônias grandes
  • Constroem ninhos fora da madeira
  • Utilizam fissuras em estruturas de prédios

RECONHECIMENTO DO ATAQUE
Sinais externos evidentes na peça infestada:

  • O ataque pode ser reconhecido precocemente
  • Atacam madeira e solo
  • Presença de grandes galerias
  • Presença de fezes dentro dos ninhos

FATORES PREDISPONENTES

  • Contato da madeira estrutural com solo
  • Caixões - perdidos
  • Padrão da construção
  • Entulhos na construção
  • Tijolo oco (tipo bloco)
  • Entulho enterrado na área da construção
  • Raízes ou restos na área da construção
  • Qualidade da madeira
  • Presença de locais de abrigo
  • áreas próximas infestadas
Cupins de Madeira Seca (Cryptotermes brevis)

Os cupins são insetos sociais que vivem tanto em castas reprodutoras, como não reprodutoras; estas últimas compreendendo as operárias e os soldados. Pertencem à ordem isoptera, cujo nome deriva do fato das formas aladas possuirem dois pares de asas membranosas sub-iguais (iso=igual; ptera=asas). Todas as espécies de cupins vivem em colônias mais ou menos populosas. São insetos mastigadores e se desenvolvem por paurometabolia. Os ovos são colocados soltos e as ninfas recém-eclodidas são muito semelhante neste primeiro instar. A partir do segundo instar elas se diferenciam em dois tipos: ninfas de cabeças pequenas, que darão origem aos indivíduos da casta reprodutora, e ninfas de cabeça grande, que darão origem aos indivíduos estéreis das castas de operárias e soldados.

Os cupins alimentam-se de uma variedade de produtos de origem vegetal, como papel e madeira, e de origem animal, como couro e lã.

São mais ou menos 84 gêneros, que agrupam aproximadamente 514 espécies. Destas, de 12 a 15 apresentam importância econômica, sendo que 2 delas se destacam mais em nosso país como pragas urbanas: Criptotermes brevis (cupim de madeira seca) e Coptotermes havilandi (cupim de solo).



CARACTERÍSTICAS

  • Não constrói ninhos
  • Colônias pequenas
  • Só ocorre na madeira
  • Retira as fezes da colônia

RECONHECIMENTO DO ATAQUE

  • Raros sinais externos na peça infestada: o ataque só é reconhecido tardiamente
  • Fragilidade das peças
  • Presença de cupins vivos e mortos
  • Presença de asas, fezes (pó de madeira), túneis
  • Som da madeira
Aranhas e Escorpiões

Aracnídeos são geralmente predadores de insetos. Portanto, áreas infestadas por baratas, moscas, formigas e outros insetos são locais excelentes para a proliferação de aracnídeos.

Há espécies de importância médica como a aranha marrom (Loxosceles sp.), armadeira (Phoneutria sp.),a viúva negra (Latrodectus sp), aranha de jardim ou tarântula (Lycosa sp.) e a caranguejeira (Grammostola sp.)

Quanto aos escorpiões as espécies mais importantes são o escorpião marrom (Tityus bahiensis) e o escorpião amarelo (Tityus serrulatus) sendo o segundo o principal causador de acidentes fatais. Tanto aranhas como escorpiões vivem escondidos em locais escuros, quentes e geralmente úmidos. Portanto, todos os locais com estas características devem merecer atenção no tratamento.

Barata de Esgoto (Periplaneta americana)



Esta espécie tem por característica comportamental habitar locais quentes e úmidos, como galerias pluviais, esgotos, sótãos, porões, depósitos etc.
Como visto acima, um tratamento de sucesso deve passar necessariamente pelo tratamento destes abrigos. Diferentemente das baratinhas de cozinha, estas baratas deixam suas ootecas em lugares distantes de onde vivem normalmente. Portanto é fundamental o tratamento de toda a área circundante, além da área do foco. Após o término da pulverização, o serviço pode ser complementado com atomização. Este tipo de aplicação força as baratas a sairem de seus esconderijos e entrar em contato com as superfícies tratadas.

Barata alemã ou Francesinha (Blatella germanica)


A Blatella germanica é denominada de barata pequena, barata alemãzinha, barata alemã, francesinha, paulistinha. Trata-se de baratas de pequeno tamanho, altamente prolíficas. Como ninfa chegam a medir um milímetro.

Os lugares preferidos para se abrigarem são acanhados e geralmente passam despercebidos aos nossos olhos, como por exemplo, azulejos quebrados, batentes de portas, armários e prateleiras de madeira, vãos e cavidades em geral (conduítes elétricos), motores de equipamentos de cozinha, atrás e debaixo de pias e balcões, etc.

Diferentemente da P.amerciana, a B.germanica carrega a ooteca até que esteja madura, depositando-a em um lugar abrigado próximo de uma fonte de alimento.

Áreas onde ocorrem a manipulação e armazenagem de alimentos estão sujeitas a infestação pela B. germanica. Assim, embalagens de produtos são um eficiente mecanismo de dispersão da praga, uma vez que elas se alojam facilmente em pequenos espaços em caixas de papelão, sacos plásticos e outros materiais. É desta maneira que a barata alemã, assim como outras, pode se dispersar com facilidade para qualquer lugar do mundo, seja sua vizinhança, seja um outro país.

Ocorre a concentração de baratas alemãs na cozinha, sanitários e outras áreas onde haja alimento e umidade disponível.

Em nossas residências podemos facilmente criar "habitats" para as baratas, através do acúmulo de jornais e livros, acúmulo de lixo, furos e rachaduras em paredes, azulejos soltos, forros de gesso e madeira, vãos entre a instalação elétrica / hidráulica e as paredes, espaço entre o fundo de armários embutidos e gabinetes em relação a parede. Também em armários e ambientes fechados pouco ventilados, com acúmulo de materiais como em maleiros de guarda-roupas, cabine de quadros de energia e relógio de água, porões, sótãos).